Inventores da fibra óptica e câmera digital ganham Nobel

Três pesquisadores que criaram a tecnologia responsável pela fotografia digital e ajudaram a diminuir as distâncias do mundo por meio de redes de fibra óptica dividiram o prêmio Nobel de Física de 2009. O anúncio da categoria foi feito hoje, em Estocolmo, na Suécia.

AE-AP, Agencia Estado

06 de outubro de 2009 | 09h07

O cientista Charles K. Kao foi agraciado por seu trabalho na inovação em matéria de transmissão de luz através de fibras ópticas. Já Willard S. Boyle e George E. Smith venceram por inventar um circuito semicondutor de imagens conhecido como sensor CCD. A Academia Real das Ciências da Suécia, responsável pelo Nobel de Física, informou que os três possuem cidadania norte-americana. Kao, que nasceu na China, também é cidadão britânico. Boyle também possui cidadania canadense.

O prêmio de 10 milhões de coroas suecas (US$ 1,4 milhão) será dividido pelo trio. Kao receberá a metade, enquanto Boyle e Smith ficam com 25% cada um. Os três receberão um diploma e um convite para a cerimônia de entrega dos prêmios em Estocolmo, em 10 de dezembro.

Kao nasceu em Xangai e vive na Grã-Bretanha. Ele foi citado pela sua descoberta, em 1966, que mostrou como transmitir luz a grandes distâncias por cabos de fibra óptica, o que se converteu na espinha dorsal das modernas redes de comunicação, que possibilitam telefonemas e a transmissão de dados pela internet em alta velocidade pelo mundo.

Boyle e Smith trabalharam juntos para inventar o dispositivo de cargas interconectadas (CCD, na sigla em inglês), o olho da câmera digital em todos seus modelos, desde a fotográfica mais barata ao instrumento cirúrgico delicado de alta velocidade.

Em seu comunicado, a academia notou que Boy e Smith "inventaram a primeira tecnologia de imagens bem-sucedida utilizando um sensor digital, um CCD. A tecnologia CCD usa o efeito fotoelétrico, como teorizado por Albert Einstein e pelo qual ele foi agraciado em 1921 com o Prêmio Nobel".

A dupla, trabalhando nos Laboratórios Bell, em Nova Jersey, desenhou um sensor de imagem que poderia transformar a luz em um número grande de pontos de imagem, ou pixels, em pouco tempo. "Revolucionou a fotografia, já que a luz poderia ser agora capturada eletronicamente em lugar de se fazer em película", completou a academia.

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