Investigação conclui que os 43 estudantes mexicanos foram mortos

Procurador-geral afirmou que as evidências permitiram ao governo concluir que não há sobreviventes; parentes contestam

O Estado de S. Paulo

27 de janeiro de 2015 | 21h57

CIDADE DO MÉXICO - Investigadores mexicanos estão seguros de que os 43 estudantes universitários que foram detidos pela polícia em setembro foram mortos e incinerados no estado de Guerrero, afirmou nesta terça-feira o procurador-geral da República do México, Jesus Murillo Karam.

É a primeira vez que Karam fala em definitivo, mesmo que as autoridades tenham identificado o DNA de apenas um dos estudantes. "As evidências nos permitem determinar que os estudantes foram sequestrados, mortos e incinerados. Seus corpos foram jogados no rio", afirmou em uma coletiva de imprensa.

Karam acrescentou que "não há uma única evidência de que o exército tenha participado", como acusam os familiares das vítimas.

O procurador-geral tem sido criticado por muitos lados, de familiares das vítimas a especialistas, que afirmam que a versão do governo para o que aconteceu é implausível. Uma equipe argentina de medicina forense, contratada pelas famílias, declarou no domingo que não há "evidência o suficiente" para ligar os restos carbonizados encontrados por autoridades no rio da cidade de Cocula ao caso.

A versão oficial diz que membros de uma gangue local acreditaram que os jovens faziam parte de uma gangue rival, e por isso foram atacados. Diversos depoimentos, entretanto, afirmaram saber que eles eram estudantes. "Os estudantes foram identificados como membros de uma gangue rival na região", afirmou Tomas Zeron, chefe da agência de investigação criminal da promotoria-geral do México. / AP e REUTERS

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