Investigação diz que ataque contra flotilha foi legal

O ataque realizado por forças israelenses em 2010 contra uma flotilha que levava ajuda humanitária à Faixa de Gaza está de acordo com a lei internacional, afirmou um relatório sobre o tema divulgado hoje pelo governo de Israel. O documento sustenta que o bloqueio naval realizado no enclave palestino também é legal, segundo a lei internacional.

AE, Agência Estado

23 de janeiro de 2011 | 15h37

O ataque israelense à flotilha que levava ajuda humanitária ocorreu em 31 de maio de 2010.n Forças israelenses abordaram o navio turco Mavi Marmara, matando no confronto que se seguiu nove cidadãos turcos, um deles também com cidadania norte-americana.

A comissão que produziu o relatório é liderada por um ex-juiz da Suprema Corte de Israel. Ela era formada por cinco israelenses e dois observadores internacionais. A ação contra a flotilha gerou condenação internacional a Israel e forçou o país a relaxar o bloqueio na Faixa de Gaza, uma área controlada pelo grupo palestino Hamas. As informações são da Dow Jones e da Associated Press.

Confronto

Tropas israelenses abriram fogo contra dois palestinos que dirigiam para o trabalho na Cisjordânia hoje. Ambos ficaram feridos, disseram fontes médicas palestinas. O Exército israelense não fez nenhum comentário imediato sobre o incidente, que, segundo fontes do serviço de emergência palestino, aconteceu perto da vila de Dahriya, na região sudoeste da Cisjordânia.

Os dois homens foram reconhecidos como Akram al-Samamra, 31, de Dahriya, e Hossam al-Gamary, de Yatta. Fontes palestinas disseram que Samamra sofreu um ferimento de bala nas costas, enquanto Gamary foi atingido na perna. Ambos foram levados a um hospital em Hebron. O incidente ocorreu após tropas israelenses que faziam um bloqueio perto de Hebron terem atirado e ferido um homem árabe-israelense na última sexta-feira.

O Exército israelense disse que tropas abriram fogo porque o homem não parou em dois postos de controle diferentes. O homem foi levado para um hospital próximo em condição crítica. As informações são da Dow Jones.

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