Investigação revela falhas do Serviço Secreto em invasão à Casa Branca

Sistemas de alarme e rádios falharam e muitos agentes não viram o intruso pular a cerca, atrasando a resposta ao ataque

O Estado de S. Paulo

13 de novembro de 2014 | 20h41

WASHINGTON - Um intruso conseguiu pular uma cerca e entrar na Casa Branca em setembro em razão de uma sucessão de falhas técnicas, de organização, desempenho e outras do Serviço Secreto, segundo uma investigação interna feita pelo Departamento de Segurança Nacional dos EUA.

A investigação descobriu que os sistemas de alarme e rádios do Serviço Secreto falharam e muitos funcionários ativos não viram o intruso pular a cerca, atrasando a resposta ao ataque.

Entre outras conclusões, a investigação descobriu que Omar González, o homem acusado do incidente, poderia ter sido parado pelo agente de segurança que estava vigiando o jardim norte com com um cão de guarda. Mas o funcionário não percebeu a invasão porque estava sentado na sua van conversando em seu celular pessoal.

O agente não estava com o fone de ouvido e deixou o segundo rádio em seu armário. Foi só depois que ele viu outro agente correndo em direção a González que foi alertado do incidente. A essa altura, o funcionário deu o comando de ataque para o cachorro, mas o animal não teve chance de investir contra o intruso e talvez "nem o tenha visto", segundo a investigação. González continuou seguindo em direção à Casa Branca.

A investigação não foi divulgada publicamente, mas membros do Congresso foram informados sobre o conteúdo nesta quinta-feira, 13. Um resumo foi obtido pelos repórteres do New York Times. / NYT

 

Mais conteúdo sobre:
EUACasaBrancaServiço Secreto

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.