REUTERS/ Charles Platiau
REUTERS/ Charles Platiau

Investigação sobre decapitação de professor tem quatro alunos entre 15 detidos

Segundo fontes citadas pelo jornal 'Le Monde', um ou mais estudantes deram ao terrorista Abdoullakh Anzorov a identidade da vítima em troca de centenas de euros

Redação, O Estado de S.Paulo

19 de outubro de 2020 | 16h39

PARIS - Fontes da Promotoria Nacional Antiterrorismo da França informaram que 15 pessoas foram detidas desde a sexta-feira 16 pelo assassinato do professor francês Samuel Paty nos arredores de Paris.

Entre os detidos estão quatro estudantes, além de um quinto que já foi libertado. Segundo fontes da investigação citadas pelo jornal Le Monde, um ou mais alunos deram ao terrorista Abdoullakh Anzorov a identidade do professor em troca de centenas de euros.

Outra pessoa ligada a movimentos terroristas que se apresentou voluntariamente aos investigadores por ter estado em contato com o agressor antes dos fatos foi detida.

Além desses suspeitos, dez pessoas continuam detidas desde sexta-feira, principalmente parentes do assassino, como os pais, o avô e um irmão mais novo, presos na cidade de Évreux, a cerca de 80 quilômetros de onde ocorreu o ataque.

Outro detido é o pai de um aluno de Paty que iniciou em redes sociais uma campanha contra o professor por ele ter mostrado, em uma aula sobre liberdade de expressão, caricaturas de Maomé.

O presidente da França, Emmanuel Macron, se reuniu nesta segunda-feira, 19, com a família de Paty, a quem será dedicada uma homenagem nacional na tarde de quarta-feira.

O ministro do Interior, Gérald Darmanin, anunciou que as operações policiais contra dezenas de integrantes do movimento islâmico continuarão nos próximos dias e as associações com atividades suspeitas, descritas pelo governo como "inimigos da República", serão dissolvidas.

O primeiro-ministro, Jean Castex, indicou que haverá outras medidas para combater a disseminação de mensagens de ódio na internet e também para reforçar a vigilância e o controle dos serviços de inteligência nas redes sociais. /EFE

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