Investigação sobre grampos começa em setembro no Reino Unido

Julgamento terá duas partes; além de grampos, haverá audiência sobre ética jornaliística

Efe

28 de julho de 2011 | 10h21

LONDRES - A primeira parte da investigação sobre o caso das escutas ilegais do jornal News of the World, centrada na ética jornalística, começará em setembro, anunciou nesta quinta-feira, 28, o juiz Lorde Leveson.

 

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O magistrado, que não mencionou uma data concreta, especificou em Londres os detalhes do julgamento que ele mesmo presidirá e que terá duas partes, a primeira dedicada à ética jornalística e a relação entre a imprensa e os cidadãos, enquanto a segunda analisará o caso das escutas telefônicas praticadas pelo jornal, embora só poderá começar após a investigação policial.

 

Esta investigação foi disposta no último dia 13 pelo primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron, que prometeu um exaustivo trabalho sobre as práticas ilegais do dominical.

 

O juiz se reuniu nesta quinta-feira com as pessoas que trabalharão nesse trabalho, muito aguardado pela grande controvérsia que o caso das escutas causou no Reino Unido ao saber que o jornal grampeou celulares de ricos e famosos.

 

"O centro da investigação será a cultura, a prática e a ética da imprensa no contexto da relação desta com os cidadãos, a polícia e os políticos", afirmou o juiz.

 

O magistrado insistiu que seu objetivo é considerar o que se pode aprender de todo este escândalo e as recomendações que se possam fazer, como a regulação da imprensa.

 

Além disso, o juiz admitiu que seja possível que sua equipe não consiga cumprir o prazo de 12 meses estabelecido pelo governo para que conclua seu trabalho, dada a grande quantidade de detalhes que deverão ser avaliados.

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