Investigado por corrupção, ex-candidato presidencial deixa o Egito

O candidato presidencial derrotado do Egito Ahmed Shafik deixou o país nesta terça-feira para realizar uma peregrinação religiosa, disseram assessores, um dia após um procurador registrar junto a um juiz de instrução processos que o acusam de corrupção.

REUTERS

26 de junho de 2012 | 17h15

Os processos alegam que Shafik, último primeiro-ministro de Hosni Mubarak, se envolveu em negociações irregulares de terras e outras fraudes enquanto era ministro da Aviação Civil, entre 2002 e 2011, disse uma fonte do judiciário.

Shafik é uma das várias personalidades do governo de Mubarak a enfrentar acusações como essa desde que o líder foi deposto por um levante popular no ano passado. Alguns foram presos e o próprio Mubarak foi condenado à prisão perpétua, que começou a cumprir neste mês por seu papel no assassinato de manifestantes.

A agência de notícias estatal Mena disse que Shafik deixou o aeroporto de Cairo desacompanhado, viajando por uma companhia aérea dos Emirados Árabes Unidos na manhã desta terça-feira. Autoridades do aeroporto disseram que ele não estava sozinho -duas de suas filhas e três netos viajaram com ele.

"Ahmed Shafik deixou o país na madrugada de hoje em direção a Abu Dhabi e, de lá, viajará às terras sagradas da Arábia Saudita para realizar a Omra (peregrinação), antes de retornar à sua terra-natal, o Egito", escreveu a equipe de campanha de Shafik em sua página oficial no Facebook.

Vários dos aliados de Shafik não puderam ser contatados para comentar.

O ex-chefe do serviço secreto sob Mubarak, Omar Suleiman, que foi desqualificado das eleições presidenciais deste ano, também está em Abu Dhabi junto a familiares, de acordo com uma fonte próxima à questão.

(Reportagem de Tamim Elyan, Omar Fahmy, Shaimaa Fayed e Rania al-Gamal)

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