Investigador inocenta militar de massacre no Iraque

Cabo é acusado de participar da morte de 24 civis iraquianos em Haditha em 2005

Efe

11 Julho 2007 | 09h33

Um dos encarregados da investigação interna das Forças Armadas dos Estados Unidos no caso do suposto massacre de 24 civis iraquianos em novembro de 2005 recomendou a retirada de todas as acusações contra um dos fuzileiros acusados. Segundo o jornal The San Diego Union Tribune, o cabo Justin Sharratt poderia se transformar em testemunha de acusação no caso do "massacre de Haditha". O processo acusa três soldados de matar 24 civis iraquianos, entre eles várias crianças e mulheres, em aparente represália após a explosão de uma bomba numa estrada que matou um fuzileiro. Quatro oficiais foram também acusados de não tomar as medidas adequadas em relação ao incidente. A informação se baseia no relatório do investigador, tenente-coronel Paul Ware, que foi divulgado na noite de terça-feira, 10, pelos advogados de Sharratt. A decisão deve ser tomada pelo general James Mattis, o principal responsável pelo processo. Sharrat foi acusado de invadir uma casa de Haditha e de separar, entre um grupo de mulheres e crianças, quatro homens, que conduziu a um quarto, onde matou três deles a tiros, antes de ficar sem munição. Um companheiro do cabo supostamente matou o quarto homem. No entanto, o coronel Ware afirma que Sharrat só atirou depois que um dos iraquianos apontou uma arma de fogo contra ele. Ware recomenda que Sharrat receba imunidade e seja obrigado a colaborar com a investigação.

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