OZAN KOSE / AFP
OZAN KOSE / AFP

Investigadores buscam restos mortais de jornalista saudita em regiões próximas de Istambul

Segundo autoridades, floresta adjacente à capital turca ou área rural de cidade próxima podem ter sido utilizadas por supostos assassinos para ocultar o corpo de Jamal Khashoggi

O Estado de S.Paulo

19 de outubro de 2018 | 14h32

ANCARA - A polícia turca realiza buscas em uma floresta nos arredores de Istambul e nas proximidades de Yalova, cidade com costa no Mar de Mármara, em busca de restos mortais do jornalista saudita Jamal Khashoggi, disseram autoridades do país. Khashoggi desapareceu há duas semanas, depois de entrar no consulado da Arábia Saudita em Istambul.

Além das buscas pelos restos mortais, os investigadores também retiraram amostras durante as revistas no consulado saudita e na residência do cônsul e tentarão analisá-las em busca de traços do DNA de Khashoggi, disseram funcionários de alto escalão da Turquia. Riad nega as alegações de que Khashoggi teria sido morto dentro do prédio, e seu corpo removido do local.

Autoridades ampliaram o foco geográfico da busca após o rastreamento das rotas e paradas realizadas pelos carros que saíram do consulado saudita e da casa do cônsul em 2 de outubro, o dia em que Khashoggi foi visto pela última vez. Seus assassinos podem ter despejado seus restos mortais na Floresta de Belgrado, adjacente a Istambul, ou em uma localidade rural próxima à cidade de Yalova, 90 quilômetros a sul da capital turca, disseram os funcionários.

"As investigações levaram a algumas suspeitas de que seus restos podem estar na cidade de Yalova e na Floresta de Belgrado, e a polícia tem procurado nessas áreas", relatou uma das autoridades. Uma "casa de fazenda ou rancho" pode ter sido utilizada para ocultar os restos mortais, afirmou.

Investigadores turcos revistaram o consulado saudita pela segunda vez na quinta-feira 18. Além disso, buscas foram realizadas na casa do cônsul. Segundo fontes anônimas do governo turco, muitas amostras foram retiradas de ambos os locais, incluindo de solo e água. Todos os materiais serão avaliados em busca de traços do DNA de Khashoggi.

O jornalista foi ao consulado saudita em busca de documentos para seu casamento, mas não foi visto desde então. O presidente americano, Donald Trump, disse na quinta-feira acreditar na hipótese que Khashoggi está morto e afirmou que a resposta dos Estados Unidos à Arábia Saudita provavelmente será "muito severa", mas acrescentou que aguardará até saber o que realmente aconteceu antes de tomar qualquer decisão. / REUTERS

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