AFP PHOTO / Geoff CADDICK
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Investigadores identificam suspeitos de envenenar ex-espião russo, diz agência de notícia

Fonte ligada às investigações disse que oficiais cruzaram imagens de câmeras de segurança com informações de pessoas que entraram no Reino Unido na época do ataque contra Serguei Skripal

O Estado de S.Paulo

19 Julho 2018 | 03h35

LONDRES - Investigadores britânicos acreditam ter identificado os possíveis suspeitos de envenenar o ex-espião russo Serguei Skripal e a filha dele, Yulia, com o agente neurotóxico Novichok, informa a agência de notícias Press Association. Segundo uma fonte envolvida no caso, os policiais acreditam que mais de uma pessoa participou do ataque e que muitos eram russos.

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"Os investigadores acreditam que identificaram os suspeitos de perpetuarem o ataque por meio de imagens de câmeras de segurança. As filmagens foram checadas com informações de pessoas que entraram no Reino Unido no mesmo período", disse a fonte à Press Association. "Eles (os investigadores) acreditam que os suspeitos sejam russos."

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O primeiro caso de ataque por Novichok ocorreu em 4 de março, quando o ex-espião russo Serguei Skripal e sua filha, Yulia, foram encontrados desacordados em Salisbury, no sudoeste britânico. Exames médicos apontaram que ambos haviam sido expostos ao agente neurotóxico Novichok. Após semanas nos hospitais, os dois se recuperaram e receberam alta. 

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No último dia 30 de junho, em Amesbury, outras duas pessoas na mesma cidade foram expostas ao mesmo agente nervoso. Apesar do atendimento médico, uma das vítimas não resistiu e morreu. Desde o primeiro ataque, forças policiais anti-terrorismo do Reino Unido atuam nas investigações sobre os ataques.

O incidente gerou uma tensão diplomática entre o Reino Unido e a Rússia após o governo britânico acusar Moscou de ter arquitetado o ataque - acusações negada pelo presidente russo, Vladimir Putin. Nos últimos meses, a eslacada de ameaças entre os dois países se agravou e culminou na expulsão de diplomatas russos que atuavam no Reino Unido e em países ocidentais. O governo russo respondeu com ações semelhantes. //REUTERS

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