Justin Tallis/AFP
Justin Tallis/AFP

Autoridades britânicas afirmam que terroristas que agiram em Londres já foram identificados

Segundo Theresa May, o nível de ameaça de terrorismo no país continuará como ‘severo’; medidas adicionais de segurança estão sendo colocadas em prática e novas prisões foram feitas nesta segunda-feira, enquanto população tenta voltar à vida normal

O Estado de S.Paulo

05 de junho de 2017 | 06h15
Atualizado 05 de junho de 2017 | 10h17

LONDRES - A polícia britânica realizou novas detenções nesta segunda-feira, 5, como parte da investigação do atentado realizado no sábado à noite em Londres, cuja autoria foi reivindicada pelo grupo jihadista Estado Islâmico (EI), enquanto a cidade tenta voltar a sua vida normal. Autoridades disseram que os três terroristas que realizaram a ação já foram identificados, mas as informações só serão reveladas mais tarde. O ataque deixou 7 mortos e 48 feridos, sendo que 21 deles estão em estado crítico.

Várias pessoas foram presas em duas novas operações em Newham e Barking, bairros da zona leste da capital britânica, informou a polícia. No domingo, agentes anunciaram a detenção de 12 pessoas, sendo 7 mulheres e 5 homens com idades entre 19 e 60 anos. Mais tarde, um homem de 55 anos foi liberado sem acusações.

De acordo com a emissora Sky News, a polícia realizou uma operação de busca no domingo na residência de um dos três autores do ataque.

O nível de ameaça de terrorismo no país continuará como "severo", disse a primeira-ministra britânica, Theresa May, nesta segunda-feira, descrevendo o ocorrido como um ataque contra o mundo livre.

Medidas de segurança adicionais foram postas em prática, incluindo em diversas pontes no centro de Londres, afirmou ela. "O JTAC, centro independente de análise de terrorismo conjunto, confirmou que o nível de ameaça nacional continua severo, o que quer dizer que um ataque terrorista é muito provável", disse a premiê à BBC após uma reunião da comissão de emergência do governo.

"Agora é claro que, infelizmente, as vítimas tinham diversas nacionalidades. Esse foi um ataque contra Londres e contra o Reino Unido, mas também foi um ataque contra o mundo livre".

O atentado aconteceu no sábado à noite no centro de Londres quando uma van atropelou várias pessoas na London Bridge, antes de bater em uma cerca próxima à catedral de Southwark, perto do Mercado de Borough, uma área de bares e restaurantes muito frequentada por jovens.

Os três passageiros do veículo, armados com facas, desceram e esfaquearam diversas pessoas nos bares da região. O trio foi abatido pela polícia poucos minutos após o início do ataque.

Nas proximidades da London Bridge estão localizados o Shard, o maior arranha-céus da Europa, vários prédios comerciais e o mercado de alimentos Mercado de Borough, que permanecia fechado nesta segunda-feira. O ambiente era um misto de resignação e tristeza.

"É assustador", declarou Jessica Bony, que, como muitas pessoas, não conseguiu chegar ao trabalho em consequência do cordão de isolamento da polícia. "Normalmente há muito movimento, todo mundo atravessa a ponte para chegar ao trabalho. Hoje tentam trabalhar, mas o ambiente é muito diferente”, afirmou ela.

"A verdade é que toda a população de Londres, quem vive aqui, quem é daqui e quem não é, está bastante chocada", disse William Narváez, colombiano de 55 anos, que também não conseguiu chegar ao trabalho.

Investigações

A chefe de polícia Cressida Dick afirmou à emissora BBC que "uma prioridade absoluta é tentar compreender se agiram com outras pessoas". Ela disse que a polícia científica obteve uma "enorme quantidade" de elementos no veículo dos criminosos.

Este foi o terceiro atentado em três meses no Reino Unido. As identidades dos criminosos não foram divulgadas até o momento.

Theresa May confirmou as eleições legislativas de quinta-feira para renovar a Câmara dos Comuns, no momento em que o Reino Unido negocia com os sócios europeus a saída da União Europeia. / AFP, REUTERS e ASSOCIATED PRESS

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