Investigadores tentam decifrar mensagem de líder mafioso

Um grupo de especialistas tenta decifrar os códigos usados em bilhetes pelo chefe da máfia italiana Cosa Nostra, Bernardo Provenzano, preso na última semana. As mensagens estariam sendo usadas para que Provenzano se comunique com mafiosos e cúmplices na Sicília, informou o Promotor anti-máfia Piero Grasso nesta quarta-feira. "Muitos estão com medo de que seus nomes apareçam nas mensagens", disse Grasso. Quando perguntado por repórteres se os investigadores acreditam que políticos possam ser citados nos bilhetes, o promotor respondeu negativamente. "Não acho que Provenzano tenha escrito o nome de algum político. No máximo o nome de alguns intermediários". Grasso disse que a cumplicidade de empresários e políticos permitiu que o chefe da máfia escapasse da captura por muito tempo. Segundo Grasso, Provenzano digitava os bilhetes quando a polícia invadiu sua casa perto de uma usina de energia em Corleone, no dia 11 de abril. O mafioso utilizava o sistema de bilhetes para evitar o risco de intercepção de ligações telefônicas pela polícia. Ao ser preso, Provenzano pediu à polícia que entregasse a ele sua Bíblia, gerando especulação de que o livro poderia incluir os significados dos códigos. Grasso disse que haviam algumas anotações na Bíblia, mas nada que pudesse ser associado aos códigos. O promotor informou ainda que Provenzano será interrogado na cidade de Palermo na quinta-feira em uma prisão, onde ele é mantido em isolamento e sob forte esquema de segurança. Investigadores não sabem quem tomará o lugar de Provenzano como chefe da máfia siciliana. Durante a coletiva de imprensa, Grasso foi perguntado se havia alguma investigação sobre Silvio Berlusconi para determinar se o império de comunicação do político foi construído com dinheiro da máfia. Grasso respondeu que não

Agencia Estado,

19 Abril 2006 | 17h17

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