Irã abre estádios para as mulheres

As mulheres iranianas terão permissão para ir a jogos de futebol pela primeira vez desde a Revolução Islâmica (1979), disse o presidente do Irã em um decreto publicado em seu site nesta segunda-feira. As mulheres irão sentar em uma seção separada das arquibancadas, longe dos fãs masculinos. "A presença de famílias de mulheres irá melhorar as maneiras dos espectadores de futebol e promover uma atmosfera saudável", disse o presidente Mahmoud Ahmadinejad. "Elas serão alocadas em alguns do melhores lugares dos estádios", acrescentou A lei islâmica do Irã impõe rígidas restrições sobre as mulheres. Elas precisam de uma permissão de um guardião para trabalhar, viajar e raramente tem permissão para comparecer a eventos esportivos. No domingo, Ahmadinejad criticou aqueles que ligaram a corrupção social à presença de mulheres em público. "Alguns consideram as mulheres como a fonte de corrupção e esta é uma atitude muito errada". Contudo, ele adicionou que as mulheres às vezes expressam pontos de vista censuráveis, ou o que ele descreveu como "idéias que não são relacionadas ao Islã". As mulheres iranianas não podem se tornar juízas e o testemunho de um homem é considerado duas vezes mais importantes do que o de uma mulher. Homens iranianos podem se divorciar com facilidade, enquanto as mulheres devem passar por um longo processo legal e freqüentemente tem que abdicar de seus direitos em troca do divórcio. Apesar dessas restrições, as iranianas têm mais direitos que as mulheres na Arábia Saudita e outros países conservadores muçulmanos. Elas podem dirigir, votar e concorrer a cargos públicos.

Agencia Estado,

24 Abril 2006 | 16h54

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