Irã acusa agência nuclear da ONU de 'fabricar' acusações

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Ali Akbar Salehi, afirmou hoje que são "fabricadas" as supostas evidências sobre atividade nuclear bélica no país. As possíveis provas devem ser publicadas na semana que vem pela Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), órgão subordinado à Organização das Nações Unidas (ONU).

AE, Agência Estado

05 de novembro de 2011 | 14h42

De acordo com informantes diplomáticos, que falaram sob condição de anonimato, a AIEA tem planos de divulgar informações sugerindo que o Irã desenvolveu modelos de computador de uma ogiva nuclear. Além disso, os dados apontariam outros detalhes desconhecidos anteriormente sobre um suposto trabalho secreto envolvendo armas atômicas.

Hoje, durante uma entrevista à imprensa em Teerã, Salehi afirmou que a AIEA cedeu às pressões dos Estados Unidos para levantar essas acusações contra o Irã. "Os norte-americanos já usaram documentos assim no passado, como no escândalo Níger", disse o chanceler. Ele se referia às acusações de documentos forjados feitas antes da invasão do Iraque, segundo os quais o governo do então ditador Saddam Hussein teria buscado urânio no Níger.

Em 2003, exércitos estrangeiros liderados pelos EUA invadiram o Iraque sob o pretexto de buscar armas de destruição em massa que nunca vieram a ser encontradas.

Os Estados Unidos e alguns de seus aliados suspeitam que o Irã desenvolva em segredo um programa nuclear bélico. O Irã sustenta que seu programa nuclear é civil e tem finalidades pacíficas, estando de acordo com as normas do Tratado de Não Proliferação Nuclear, do qual é signatário. As informações são da Associated Press.

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