Kevin Frayer/AP
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Irã acusa Israel de planejar atentados contra próprias embaixadas

Presidente de Israel, Shimon Peres, responsabilizou o Irã de armar e financiar o terrorismo global

Efe,

13 de fevereiro de 2012 | 17h25

Atualizado às 18h01.

 

TEERÃ - O Irã acusou Israel de planejar os atentados contra suas próprias embaixadas na Índia e na Georgia, que ocorreram nesta segunda-feira, 13. O objetivo seria responsabilizar o Irã e aumentar a tensão entre os governos dos países, de acordo com um porta-voz do Ministério de Relações Exteriores, Ramin Mehmanparast.

 

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linkEmbaixadas de Israel são alvo de ataque na Índia e na Geórgia

 

As declarações do ministro foram difundidas pela agencia oficial de notícias do país, a IRNA. Mehmanparast afirmou que o Irã não organizou os atentados, conforme acusa Israel. O atentado na Índia feriu quatro pessoas, enquanto o da Georgia acabou por não funcionar. "Israel organizou essas ações terroristas como parte de uma guerra psicológica contra o Irã", disse o ministro.

 

O primeiro-ministro israelense, Benjamim Netanyahu, acusou o Irã e ao movimento xiita libanês Hezbollah dos atentados desta quinta-feira contra objetivos diplomáticos do país em Nueva Dhéli e Tiflis, assim como de outras ações de violência ocorridas contra Israel nos últimos meses.

 

Já o presidente de Israel, Shimon Peres, responsabilizou o Irã de armar e financiar o terrorismo global. "Israel não se assusta ante atos terroristas e seguirá agindo para proteger seus cidadãos em qualquer lugar do mundo", disse Peres em uma conversa telefônica com os embaixadores de seu país na Índia, Alon Ushpiz, e na Geórgia, Yitzhak Gerberg, conforme um comunicado divulgado pelo escritório do líder.

Além disso, ele desejou uma rápida recuperação a Tal Yehoshua Koren, única vítima israelense no ataque ocorrido na capital indiana, onde também se feriu o motorista indiano do veículo no qual foi colocado o explosivo e outros dois indianos que circulavam em um carro nas imediações.

Koren se encontra em estado moderado de saúde. Em breve, se decidirá se ela será transferida do hospital onde está internada, disseram à Agência Efe fontes oficiais do Estado judaico.

Seu veículo, que ela dirigia para buscar seus filhos na escola, explodiu quando um motoqueiro instalou um "dispositivo magnético" na parte traseira, segundo o delegado da polícia local, B.K. Gupta.

Em Tbilisi, as forças de segurança desativaram uma granada que tinha sido colocada na parte inferior do carro de um funcionário da embaixada israelense na Geórgia.

O chefe do Estado judaico pediu aos representantes diplomáticos que "agradeçam aos governos locais e às forças de segurança" dos dois países pela "completa cooperação frente às embaixadas".

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