Irã adia libertação de americana acusada de espionagem

Sarah foi detida junto aos companheiros quando o grupo entrou por engano em território iraniano

Efe

11 de setembro de 2010 | 05h53

O Irã anunciou o adiamento da libertação prevista para este sábado, 11, da americana Sarah Shourd, uma das três pessoas detidas há mais de um ano acusadas de espionagem após entrar ilegalmente no país, informou a agência estatal Irna em seu site.

A agência cita o responsável presidencial de Comunicação, Mohammed Hassan Salehi, que atribui o adiamento a questões legais, e assinalou que os detalhes seriam divulgados mais tarde.

 

O diretor-geral do escritório da imprensa Ministério de Orientação Islâmica iraniano, Ehsan Ghazizadeh Hashemi, tinha notificado na sexta-feira que a libertação aconteceria neste sábado em um hotel da capital.

 

"Este gesto vai ser feito pela celebração de Eid al-Fetr (fim do Ramadã, mês sagrado islâmico), e mostra a anistia islâmica", afirmou Hashemi.

Sarah, 31 anos, foi detida junto a seus companheiros Shane Bauer e Josh Fattal, ambos de 27 anos, em 31 de julho de

2009, quando o grupo aparentemente fazia caminhada no Curdistão iraquiano e entrou por engano em território iraniano.

 

A rede estatal PressTV informou que, na noite da sexta-feira, 10, o procurador-geral, Abbs Jafari-Dolatabadi, tinha advertido que os trâmites legais não tinham sido concluídos, mas não informou quando aconteceria a libertação.

 

As mães dos três detidos protestaram no último dia 30 de julho na sede da Missão de Teerã perante a ONU para exigir a libertação de seus filhos após um ano de detenção.

 

Elas afirmaram que não tiveram nenhum contato com seus filhos depois da visita que o Governo iraniano permitiu que realizassem a Teerã em maio, quando estiveram com eles pela primeira vez desde sua detenção.

 

O conselheiro de Segurança Nacional da Casa Branca, general James Jones, colocou recentemente a libertação dos turistas como uma das condições para que possa acontecer uma reunião entre o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e seu colega iraniano, Mahmoud Ahmadinejad.

Tudo o que sabemos sobre:
Irãespionagemamericanoslibertação

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.