Irã adota medidas para diminuir pressão internacional

Em um mesmo dia, o Irã realizou duas ações que podem ser vistas como um gesto de aproximação com a comunidade internacional. Hoje, o chefe do programa nuclear iraniano, Ali Akbar Salehi, deu uma declaração mais detalhada sobre os objetivos da segunda usina nuclear encontrada no país. A outra medida foi a liberação de visitas de autoridades suíças aos três prisioneiros norte-americanos que foram capturados por entrada ilegal no Irã. Desde que foram capturados, em julho, não foram divulgadas notícias sobre eles.

AE-AP, Agencia Estado

29 de setembro de 2009 | 15h29

A iniciativa "conciliatória" do Irã ocorreu nesta terça-feira, dois dias antes do país se reunir com o sexteto formado pelos membros do Conselho de Segurança da ONU (Estados Unidos, Reino Unido, França, China e Rússia) e Alemanha, quando será discutido o programa nuclear iraniano.

Ao falar sobre a usina para enriquecimento de urânio, Ali Akbar Salehi, que também é vice-presidente iraniano, divulgou informações mais claras do que as mensagens anteriores de autoridades do país. Salehi explicou que a usina foi construída dentro de uma montanha, perto de uma base militar, para garantir a continuidade das atividades caso haja um ataque.

Em outra frente diplomática, hoje, funcionários do governo dos Estados Unidos disseram que o Irã notificou o governo da Suíça de que representantes suíços podem ter acesso a três norte-americanos que estão detidos em território iraniano. O governo suíço representa os interesses dos Estados Unidos em Teerã, já que os norte-americanos não têm relações diplomáticas formais com a república islâmica.

Os três norte-americanos são Joshua Fattal, Shane Bauer e Sarah Shourd. Desde que foram presos, suas famílias não tiveram mais contato com eles e não obtiveram qualquer informação.

Em 22 de setembro, o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, que estava em Nova York para a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), disse em entrevista que pediria ao Judiciário de seu país para apressar o processo e "olhar o caso com a máxima indulgência". Suas declarações deixaram esperançosas as famílias dos detidos, que esperam que eles sejam libertados e possam voltar para casa.

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