Irã afirma que está desenvolvendo novas centrífugas de urânio

Chefe do programa nuclear do país diz que máquinas ainda passarão por testes; Irã e P5+1 se reúnem na segunda-feira

TEERÃ, O Estado de S.Paulo

28 de dezembro de 2013 | 02h06

O chefe do programa nuclear iraniano, Ali Akbar Salehi, afirmou na noite de quinta-feira em entrevista a um canal estatal de televisão que o país está desenvolvendo uma nova geração de centrífugas para enriquecimento de urânio. Os novos aparelhos teriam capacidade de processar o combustível nuclear mais rápido, mas ainda precisariam passar por testes antes de sua produção.

"A nova geração de centrífugas já está em desenvolvimento. No entanto, todos os tipos de testes ainda precisam ser feitos antes que elas possam ser produzidas em larga escala", disse Salehi. O especialista, no entanto, não deu detalhes sobre a duração dos testes.

Salehi disse também que o Irã possui 19 mil centrífugas, apesar de não especificar quantas estão em operação.

A revelação mostra que a República Islâmica continua avançando em seu programa nuclear e seria uma tentativa de agradar aos linhas-duras dentro do regime, que qualificaram o acordo preliminar com as potências mundiais alcançado no mês passado, em Genebra, como uma aceitação da pressão do Ocidente.

Pelo acordo, o Irã concordou em não instalar novas centrífugas durante seis meses e limitar o grau de enriquecimento do urânio em 5%, além de neutralizar o estoque do combustível já enriquecido a 20%.

Reunião. Especialistas do Irã e do grupo P5+1 - formado por EUA, Rússia, China, França e Grã-Bretanha, mais a Alemanha -, vão se reunir na segunda-feira para discutir a implantação do acordo. Neste terceiro encontro, os lados tentam resolver várias questões técnicas antes que o entendimento possa vigorar.

Diplomatas envolvidos nas negociações afirmam que a expectativa é que o acordo possa passar a valer a partir da metade de janeiro. / REUTERS e AP

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