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Irã afirma que não apóia rebeldes xiitas do Iêmen

O Irã, cuja população é de maioria xiita, afirmou ao Iêmen que não apóia os rebeldes xiitas que combatem as tropas governamentais no norte do país, localizado no extremo sudoeste da Península da Arábia.O ministro de Assuntos Exteriores do Iêmen, Abu Baker al Kerbi, disse neste sábado, 10, à agência de notícias nacional SABA, que tanto o presidente como o líder supremo do Irã, Mahmoud Ahmadinejad e Ali Khamenei, respectivamente, lhe asseguraram que "se opõem a qualquer intromissão nos assuntos internos da região".A declaração de Kerbi foi feita na capital do Iêmen, Sanaa, após o membro do governo visitar Teerã, onde ele entregou duas mensagens do presidente iemenita, Ali Abdullah Saleh, a Ahmadinejad e Khamenei sobre os combates que têm ocorrido há três meses na província de Sa´adah, na fronteira com a Arábia Saudita. A co-responsabilidade do Irã nos ataques dos insurgentes havia sido levantada por analistas iemenitas.Centenas de pessoas, incluídos militares iemenitas, morreram nos combates na região entre o Exército e milicianos do grupo radical xiita "Al Shabab al Momen" (Jovens fiéis), liderado por Abdelmalek al Huti.O governo de Sanaa acusa os seguidores de Al Huti de tentar derrubar o regime de Saleh e provocar um conflito sectário entre sunitas e xiitas do Iêmen.Segundo o ministro, "o conteúdo das mensagens (de Saleh aos líderes iranianos) aborda o conflito provocado pelos terroristas em alguns pontos da província de Sa´adah".Com as duas mensagens, o Iêmen tenta "corrigir a idéia incorreta que foi transmitida ao Irã sobre o que está ocorrendo em Sa´adah", acrescentou Kerbi, sem indicar com exatidão qual teria sido o erro passado ao governo de Teerã.Nas últimas semanas, alguns dirigentes e comentaristas iemenitas acusaram o Irã e a Líbia de apoiar os Jovens Fiéis.O choque entre a milícia xiita e o governo central de Sanaa remonta a 2004, quando centenas de pessoas, incluindo o fundador do grupo xiita Hussein al Huti, morreram vítimas de violentos combates em Sa´adah, 240 quilômetros ao norte da capital do país.

Agencia Estado,

10 de março de 2007 | 14h45

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