Irã ajuda Síria a sufocar protestos, acusam EUA

Para Washington, ao se voltar para Teerã governo sírio não é sério sobre reforma; Damasco nega

AE, Agência Estado

15 de abril de 2011 | 07h51

WASHINGTON - O governo americano disse nesta quinta-feira, 14, que o Irã estaria ajudando a Síria a esmagar protestos pró-democracia no país árabe. Por meio da TV estatal síria, o governo de Damasco negou a acusação, dizendo que "não há verdade nas alegações do Departamento de Estado (dos Estados Unidos)".

 

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"Há informações consistentes de que o Irã está auxiliando a Síria a silenciar manifestantes", afirmou a jornalistas o porta-voz da diplomacia de Washington, Mark Toner. "Se a Síria está se voltando ao Irã em busca de ajuda, não está sendo séria sobre uma reforma real." Toner não especificou que tipo de apoio o Irã estaria fornecendo à Síria.

 

Mas, citando fontes anônimas, o Wall Street Journal noticiou que iranianos teriam fornecido equipamento antidistúrbio, além de ajuda para bloquear e monitorar o acesso de opositores à internet e a celulares.

A acusação contra o governo de Bashar Assad veio à tona no dia em que Damasco anunciou a libertação de centenas de manifestantes detidos nos protestos por reformas. A Síria afirma que as demonstrações no país estão sendo instigadas por "forças estrangeiras".

 

'Tortura'

 

O Human Rights Watch (HRW), grupo americano de direitos humanos, acusou o regime em Damasco de torturar "centenas de manifestantes" presos no país desde o início dos protestos contra o governo.

 

A acusação foi feita contra as forças sírias de segurança e as agências de inteligência do país. Nesta sexta-feira, 15, o HRW exigiu que a Síria acabe com a tortura e liberte todos os "manifestantes, ativistas e jornalistas presos", segundo a AP.

 

Embora não tenha divulgado números precisos, o grupo disse que centenas de pessoas foram arbitrariamente presas e sujeitas a "tortura e maus-tratos". Mais de 200 pessoas morreram desde o início dos protestos no país, segundo um movimento sírio pró-democracia.

 

Com AP e Agência Estado

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