Irã ameaça enriquecer urânio em larga escala caso seja levado ao CS

O Irã afirmou que enriquecerá urânio em larga escala caso seja levado ao Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU). A ameaça foi feita pelo principal negociador nuclear do país, Ali Larijani, que completou: "se eles (EUA e aliados) querem usar a força, nós prosseguiremos o nosso próprio caminho". A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) se encontrará na próxima segunda-feira em Viena para discutir o programa nuclear do Irã e decidir se irão encaminhar o caso ao Conselho de Segurança - que pode impor sanções à república Islâmica. "Pesquisas e desenvolvimentos não serão interrompidos, mas nós estamos preparados para negociar um calendário para o enriquecimento (do urânio em larga escala). Esta é a proposta final do Irã para que cheguemos a uma solução", afirmou Larijani. O país tem apenas estudos experimentais e demoraria meses para começar o processo de enriquecimento em larga escala. "Não há motivos para interromper o desenvolvimento das pesquisas. Nós temos a intenção de estabelecer esta tecnologia em nosso solo", concluiu. Acordo Mais cedo, o porta-voz do Ministério do Comércio Exterior, Hamid Reza Asefi, afirmou que o Irã poderia chegar a um acordo nuclear com a Rússia ou a Europa dentro de poucas horas. Asefi completou que a aliança seria desfeita se a AIEA levasse a república islâmica ao Conselho de Segurança, e completou que a proposta da Rússia para enriquecimento de urânio precisa de mais discussões. "Tanto o acordo como a falta de acordo são possíveis. Nada é definitivo", afirmou o porta-voz. Energia x armamento O enriquecimento de urânio é um processo que pode definir a direção do programa nuclear do Irã. Enriquecido em baixa escala, o urânio é utilizado em reatores nucleares para a produção de energia. O mesmo processo, no entanto, feito em níveis mais elevados, pode ser utilizado na fabricação de armamentos atômicos. Os Estados Unidos e seus aliados acusam o Irã de ter a intenção de desenvolver armas nucleares. O país nega a intenção e ressalta que pretende apenas produzir energia.

Agencia Estado,

05 Março 2006 | 11h56

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