Irã ameaça punir EUA por morte de cientista

O Irã vai punir os responsáveis pela morte de um de seus principais cientistas nucleares, disse Masoud Jazayeri, vice-chefe das Forças Armadas do país, de acordo com vários órgãos de imprensa. Em uma rara carta enviada pelo Ministério das Relações Exteriores iraniano à diplomacia dos EUA, o país disse haver "evidência e informação confiável" de que a Agência Central de Inteligência (CIA, na sigla em inglês) forneceu "orientação, apoio e planejamento" para os assassinos "diretamente envolvidos". Os EUA negaram qualquer vínculo com a morte. O Irã enviou a carta à embaixada da Suíça em Teerã, que cuida dos interesses norte-americanos no país. O Irã e os EUA não mantêm relações diplomáticas desde a Revolução Islâmica de 1979.

AE, Agência Estado

14 de janeiro de 2012 | 17h13

O Irã também enviou uma carta à Grã-Bretanha, acusando Londres de ter um "papel óbvio" no assassinato. Segundo a agência Inra, vários homicídios ocorreram após o chefe da inteligência britânica, John Sawers, ter dito em 2010 que seriam realizadas operações contra o Irã.

"Consideramos ser uma ameaça à nação o ato de terrorismo que matou o cientista... Vamos procurar punir aqueles que estão por trás do assassinato de Mostafa Ahmadi Roshan", afirmou Jazayeri. A resposta do Irã será "atormentadora" para os responsáveis, disse. "Os inimigos da nação iraniana, como os Estados Unidos, a Grã Bretanha e o regime sionista (Israel) devem ser responsabilizados por suas ações."

Ahmadi Roshan, de 32 anos, era vice-diretor da principal usina de enriquecimento de urânio do Irã e foi morto quando motoqueiros fixaram uma bomba magnética em seu carro. Ele foi o terceiro cientista nuclear a ser assassinado em circunstâncias similares em Teerã nos últimos dois anos.

O líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, disse na quinta-feira que o assassinato foi cometido com "o planejamento e o suporte dos serviços de inteligência da CIA (EUA) e do Mossad (Israel)".

As informações são da Dow Jones e da Associated Press.

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