Irã anuncia êxito em teste de míssil não-detectável por radares

O responsável da Força Aérea e da Guarda Revolucionária do Irã, Hussein Salami, anunciou nesta sexta-feira que uma nova versão do míssil de longo alcance Shihab II, que é não-detectável pelos radares, foi testada com sucesso.Segundo a televisão pública iraniana, Salami saudou o êxito do teste e assegurou que "o novo míssil tem maior capacidade e pode atacar vários alvos ao mesmo tempo em que não pode ser detectável pelos radares".A emissora de TV divulgou imagens do lançamento do míssil, quefoi qualificado de "grande avanço" na capacidade militar da República Islâmica do Irã.A agência oficial iraniana Irna anunciou, anteriormente, quenesta sexta-feira se iniciaria uma grande manobra marítima no Golfo Pérsico e no Mar de Omã.Os exercícios bélicos denominados "O Grande Profeta (Maomé)" constituem uma mensagem de "paz e amizade para os países da região", afirmou o almirante Murtada Safary, comandante-em-chefe da Marinha da Guarda Revolucionária Iraniana (GRI), citado pela agência.Mais de 17 mil membros da GRI, da marinha, da aviação e do exército iranianos participarão das manobras, que durarão cinco dias e contarão com cerca de 1.500 navios de guerra, lanchas e unidades logísticas, indicou Safary em entrevista coletiva.O almirante disse também que serão usados nos exercícios caça-bombardeiros, aviões de reconhecimento sem piloto, helicópteros esquipados com mísseis e lançadores móveis de mísseis antiaéreos, entre outros tipos de armamentos.Ele destacou que as manobras servirão para "avaliar o nível da disposição das forças na defesa da pátria, e testar os modernos benefícios" da indústria bélica iraniana.Os exercícios bélicos incluem simulações para "enfrentar uma eventual agressão de um inimigo fictício" nos quartéis e sedes governamentais.O Golfo Pérsico é considerado uma das regiões estratégicas mais importantes do mundo, porque por suas águas transitam os petroleiros que transportam 40% do petróleo extraído dos países da área.O anúncio do êxito do teste militar chega um dia depois da declaração - fruto de três semanas de árduas negociações entre Estados Unidos, Reino Unido e França por uma parte, e, por outra, Rússia e China - do Conselho da ONU que deu 30 dias a Teerã para suspender todas as suas atividades ligadas ao enriquecimento de urânio.

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