Irã anuncia sucesso em teste de "míssil ultra-secreto"

As forças armadas iranianas anunciaram nesta quarta-feira mais um teste bem sucedido de "um míssil ultra-secreto" avançado, durante manobras militares no Golfo Pérsico, informou a rede de televisão pública do país. Segundo a emissora, no sexto dia das manobras militares, o Irã testou com sucesso um míssil "ultra-secreto e muito desenvolvido". A fonte acrescentou que "os jovens especialistas do Ministério da Defesa, de forma inovadora, conseguiram testar um míssil que não precisa do sistema de OTHD para atingir o alvo", enquanto mostrava imagens de um helicóptero lançando uma bomba. O chefe do Estado-Maior das forças dos Guardiães da Revolução, general Ahmadian, explicou que os mísseis convencionais exigem esse sistema para atingir o máximo de velocidade e precisão, ao contrário do modelo testado nesta quarta-feira. "É um míssil que pode ser lançado de qualquer tipo de unidade militar, e especialmente de helicópteros", disse Ahmadian. O militar considerou o sucesso nos testes um "ponto de partida" para aumentar a capacidade bélica iraniana. Segundo ele, os Guardiães da Revolução foram a primeira instituição do mundo a desenvolver a tecnologia. Avanços bélicos Desde o começo das manobras no Golfo, o Ministério da Defesa iraniano anunciou bons resultados em testes de outros três "mísseis avançados", entre eles há uma nova versão do míssil de longo alcance Shihab II, capaz de atacar vários alvos ao mesmo tempo. O projétil passa despercebido por radares. O outro foi chamado de "míssil submarino mais veloz do mundo". Segundo fontes militares, ele é capaz de alcançar uma velocidade de 100 metros por segundo. Os testes fazem parte de uma série de manobras, envolvendo mais de 17 mil membros da Guarda Revolucionária Iraniana (GRI), a Marinha, a Aviação e o Exército iranianos. Cerca de 1.500 navios de guerra, lanchas e unidades logísticas estão sendo utilizadas. O Golfo Pérsico é considerado uma das regiões mais estratégicas do mundo. Pelas suas águas passam os petroleiros que transportam 40% do petróleo extraído dos países da região, a maior produtora do mundo.

Agencia Estado,

05 Abril 2006 | 16h51

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