Irã apoia plano de Rússia e EUA para crise

O Irã manifestou-se ontem em apoio a uma proposta dos EUA e da Rússia para realizar uma conferência internacional sobre a guerra civil que há mais de dois anos atinge a Síria. O vice-presidente iraniano, Mohammad-Javad Mohammadizadeh, sugeriu que a cúpula internacional ocorra na Suíça.

TEERÃ, O Estado de S.Paulo

11 de maio de 2013 | 02h05

"Esperamos que a reunião seja em Genebra e a República Islâmica do Irã ficará muito feliz em colaborar da forma que for", disse Mohammadizadeh em entrevista à agência Reuters. "Esperamos ser parte do processo para reestabelecer a paz e melhores condições de vida para o povo sírio", completou.

Teerã é o principal aliado regional do regime de Bashar Assad e estaria concedendo forte apoio financeiro, militar e de inteligência a Damasco na luta contra os rebeldes. A maior parte dos guerrilheiros anti-Assad é sunita e recebe ajuda de países da Península Árabe, como Catar e Arábia Saudita. Iranianos também usam o território sírio para levar armas para o grupo xiita libanês Hezbollah.

Na terça-feira, EUA e Rússia concordaram em realizar ainda este mês uma conferência com integrantes do regime sírio e das forças de oposição para tentar alcançar uma solução política ao conflito. A iniciativa foi anunciada após a visita a Moscou do secretário de Estado de Washington, John Kerry. Na Rússia, o funcionário do governo americano já havia mencionado a possibilidade de manter o encontro em Genebra.

Solução síria. A ONU promoveu em junho uma reunião na Suíça sobre a crise síria e a presença do Irã no encontro foi motivo de discórdia entre os EUA e a Rússia. Não está claro se o governo americano aceitaria que os iranianos se sentassem à mesa desta vez.

"Estamos totalmente de acordo com a ideia de que a única solução para o futuro será 'Síria-Síria', por meio do diálogo diplomático e político", afirmou ontem o vice-presidente do Irã. Ele foi a Genebra para participar de um encontro sobre a mudança do clima.

Segundo as Nações Unidas, mais de 70 mil sírios morreram em dois anos de violência e milhões foram obrigados a deixar suas casas. / REUTERS e ASSOCIATED PRESS

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