Irã aprova aborto em caso de risco para a mulher

O Parlamento iraniano, dominado por conservadores, aprovou um projeto de lei que autoriza o aborto nos primeiros quatro meses de gestação, se houver risco para mulher ou má-formação do feto. Antes da votação, os parlamentares conseguiram apoio de líderes religiosos em Qoom - conhecida como o ?Vaticano do Irã? - esvaziando, em parte, a controvérsia em torno da questão numa sociedade altamente religiosa.A sessão do Parlamento foi transmitida ao vivo pelo rádio. A lei não permite o aborto para encerrar uma gravidez indesejada. ?A Sharia (lei) Islâmica não permite outros casos para aborto, como razões sociais ou econômicas?, disse o parlamentar Ali Baghbanian.O analista político Davoud Hermidas Bavand disse que a lei, criticada por liberais que desejam a legalização total do abordo, é um importante passo à frente. ?Os conservadores estão tentando dizer que não se opõem a algumas práticas liberais, desde que a decisão seja deles?, disse.

Agencia Estado,

20 de julho de 2004 | 18h32

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