Reuters/Stringer
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Irã atrasa suposta libertação de viajantes americanos

Juiz que autorizaria soltura prolongou as férias, diz advogado de Shane Bauer e Josh Fattal

Efe

20 Setembro 2011 | 20h05

TEERÃ - A Justiça do Irã adiou nesta terça-feira, 20, a libertação dos dois americanos condenados por espionagem que tinha sido prometida pelo próprio presidente do país, Mahmoud Ahmadinejad.

 

O advogado dos detidos, Massoud Shafii, informou à Agência Efe que Shane Bauer e Josh Fattal continuam presos porque "o juiz que deveria assinar o documento de libertação dos dois decidiu prolongar suas férias". "Falta apenas uma assinatura para a libertação dos dois. Como me disseram que o juiz voltava de férias na terça-feira, fui ao tribunal, mas ele não estava", explicou o advogado.

 

Bauer e Fattal foram detidos em 31 de julho de 2009 junto com Sarah Shourd quando supostamemente faziam uma trilha em uma região do Curdistão que é alvo de disputas entre Irã e Iraque. Os americanos, que afirmam ser inocentes, garantem que se perderam e que em nenhum momento tinham intenção de entrar no território iraniano, aonde chegaram após serem chamados por uma patrulha que vigiava a região.

 

Sarah foi liberada depois de pagar uma fiança de US$ 500 mil em agosto de 2010, dias antes da viagem de Ahmadinejad a Nova York. Neste ano, o presidente também irá à cidade para a Assembleia Geral da ONU em meio a uma polêmica entre o Executivo e o Poder Judiciário iranianos.

 

Ahmadinejad anunciou na semana passada a libertação de Bauer e Fattal pelas mesmas "razões humanitárias" que o levaram a decidir por soltar Sarah. No entanto, no dia seguinte, o Judiciário iraniano negou que ambos seriam liberados sob fiança, e informou que o pedido do advogado dos dois americanos ainda estava sendo analisado.

 
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