Victor R. Caivano/AP
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Irã aumenta o enriquecimento de urânio, diz presidente

Ahmadinejad não deu detalhes sobre quantas centrífugas funcionam em complexos nucleares

AE, Agência Estado

25 de julho de 2012 | 08h56

TEERÃ - O Irã não só está prosseguindo com seu programa nuclear como também está ativando centenas de centrifugas de enriquecimento de urânio, afirmou na noite de terça-feira, 25, o presidente Mahmoud Ahmadinejad. "Atualmente existem 11 mil centrífugas operando em instalações de enriquecimento", disse ele após encontro com o líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei.

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Em discurso transmitido pela TV estatal iraniana nesta quarta-feira, Khamenei acrescentou que as sanções impostas pelo Ocidente não vão forçar mudanças nas políticas do Irã, expressando confiança que o país pode superar as recentes ações para bloquear sua indústria petrolífera e bancária.

O último relatório da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), publicado em 25 de maio, contabilizava 10 mil centrífugas ativas no Irã. Ahmadinejad não especificou nem deu detalhes sobre quantas centrífugas funcionam nos dois complexos de enriquecimento de urânio do país, Natanz e o bunker subterrâneo altamente fortificado de Fordo.

Fordo é um dos pontos mais controversos nas negociações infrutíferas entre o Irã, a Alemanha, e as cinco nações que compõem o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU): Estados Unidos, Reino Unido, França, Rússia e China. O Conselho de Segurança exige que Teerã suspenda todo o enriquecimento de urânio e impôs quatro rodadas de sanções para pressionar os iranianos. A AIEA suspeita que existam dimensões militares para o programa nuclear. O Irã insiste que o programa é inteiramente pacífico.

Khamenei afirmou que alguns países que participam das sanções lideradas pelos Estados Unidos não vão continuar no longo prazo, por causa de prejuízos econômicos. As últimas sanções da União Europeia contra a indústria de petróleo iraniana começaram a valer em 1º de julho, três dias após os Estados Unidos terem apertado as sanções que proíbem bancos internacionais de completar transações de petróleo com bancos do Irã. Economistas dizem que as medidas aumentaram os custos das importações do Irã de 20% a 30%.

As informações são da Dow Jones e Associated Press.

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