AFP / NICHOLAS KAMM
AFP / NICHOLAS KAMM

Irã concede a Trump o prêmio de 'personalidade ridícula' do ano

Líder americano foi eleito por sua "capacidade para promover crises econômicas" e políticas e suas críticas à pobreza existente nos EUA

O Estado de S.Paulo

14 de março de 2017 | 17h01

TEERÃ - o Irã atribuiu ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, um prêmio simbólico dedicado à "personalidade ridícula" do ano, ao qual "concorrem" figuras que se opõem à república islâmica, anunciaram nesta terça-feira seus promotores.

O prêmio "Wet Gunpowder" (pólvora molhada) foi concedido a Trump em uma edição na qual também estavam indicados o ministro das Relações Exteriores da Arábia Saudita, Adel al-Jubeir, e a ex-secretária de Estado americana Hillary Clinton.

Os organizadores, vinculados à força paramilitar dos Voluntários Islâmicos (Basij) e aos Guardiães da Revolução Islâmica, elegeram Trump por mostrar "a face real dos EUA".

Desde que chegou à presidência, Trump tomou uma série de medidas contra o Irã, como o veto migratório e novas sanções econômicas, e ameaçou o país ao dizer que "está brincando com fogo".

O prêmio também "reconheceu" a capacidade do presidente americano para promover crises econômicas e políticas, assim como suas declarações sobre as escutas telefônicas de seu antecessor, Barack Obama, e suas críticas à pobreza existente nos EUA, segundo um comunicado dos promotores do prêmio.

O Wet Gunpowder Award será entregue à Embaixada da Suíça em Teerã, que representa os interesses americanos no Irã desde que os dois países romperam relações diplomáticas em 1980.

Este prêmio é concedido, segundo seus promotores, "às pessoas ridículas, cuja natureza é evidente para todos".

A estatueta representa um cérebro com óculos escuros e fones de ouvido sobre uma placa com o seguinte versículo corânico: "Não querem ouvir, não querem falar, não querem ver, por isso não retornarão ao caminho".

Entre os premiados em edições anteriores se destacam a ex-primeira-dama americana Michelle Obama e a ex-chefe da diplomacia europeia Catherine Ashton. / EFE

 

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.