Irã concorda em exportar urânio enriquecido, diz AIEA

O Irã concordou hoje em exportar quase todo o urânio enriquecido que utilizará, informaram diplomatas da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA). Segundo eles, o acordo prevê que o país receba a maioria de seu urânio enriquecido da Rússia, fazendo com que Teerã fique sem a maior parte do material que supostamente poderia usar para fabricar armas nucleares.

AE-AP, Agencia Estado

21 de outubro de 2009 | 10h22

O secretário-geral da AIEA, Mohamed ElBaradei, afirmou hoje que o Irã e Estados Unidos, Rússia e França firmaram um rascunho de acordo. Os negociadores esperam agora que o texto seja aprovado pelos governos desses países até sexta-feira. ElBaradei não deu detalhes.

Um diplomata ligado ao tema afirmou que o acordo prevê que o Irã exporte a maioria de seu urânio enriquecido, aumentando o controle internacional sobre o programa nuclear do país. A substância pode ser usada tanto para produção de energia quanto de armas.

O Irã alega que enriquece urânio a fim de obter combustível para uma futura rede de reatores nucleares. Porém esse componente também pode ser usado para produção de ogivas nucleares, hipótese cogitada por diversos países, de uma maneira mais contundente por EUA e Israel.

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