Irã condena três oposicionistas à morte

Três oposicionistas foram condenados à morte no Irã neste sábado, sob acusação de incitar os protestos que se seguiram à reeleição do presidente Mahmoud Ahmadinejad, em junho, segundo uma agência de notícias iraniana. Os três são os primeiros réus condenados à morte desde o início do julgamento em massa, iniciado em agosto.

AE-AP, Agencia Estado

10 de outubro de 2009 | 17h33

Dois deles foram condenados por serem membros de um grupo que busca restaurar a monarquia no país, informou a agência semioficial ISNA, citando o oficial de justiça Zahed Bashiri. O terceiro réu foi condenado por ligações com um grupo terrorista e por sua suposta conexão com o grupo oposicionista Mujahedeen do Povo.

Mais de 100 figuras proeminentes da oposição e ativistas são acusados de crimes como distúrbio, espionagem e tentativa de derrubar os líderes islâmicos. Os protestos tiveram início devido a suspeitas de fraude na reeleição de Ahmadinejad, em 12 de junho.

Segundo a Anistia Internacional, um dos condenados à morte é Mohammad Reza Ali Zamani, acusado de ser membro de um grupo monarquista, de fazer propaganda contra o regime e de deixar o país ilegalmente para se encontrar com oficiais militares dos Estados Unidos no Iraque.

A Anistia demonstrou preocupação com a possibilidade de a decisão contra Zamani abrir caminho para outras condenações à morte em casos de acusações semelhantes. As informações são da Associated Press.

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