Irã considera retirada de Tratado de Não-proliferação Nuclear

O presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, deu a entender nesta segunda-feira que o Irã está considerando se retirar do Tratado de Não-proliferação Nuclear e disse não acreditar que o Conselho de Segurança da ONU irá impor sanções contra Teerã. Ahmadinejad disse que o Irã vai reconsiderar sua política para com o Tratado de Não-proliferação Nuclear (TNP) e a sua participação na Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) se o país continuar a ser prejudicado. "O que os mais de 30 anos de participação da agência nos deu?", perguntou o líder iraniano. A agência, um braço da ONU, acusou o Irã de não responder todas as questões à respeito de seu programa nuclear e enviou o país ao Conselho de Segurança por não cooperar com suas demandas. O Conselho de Segurança deu a Teerã até sexta-feira para suspender o enriquecimento de urânio, um processo que pode produzir tanto combustível para reatores nucleares quanto para a construção de ogivas atômicas. O Irã se recusou a atender as demandas, argumentando que suas intenções são pacíficas. Segundo Ahmadinejad, o fato de o Irã fazer parte do Tratado de Não-proliferação Nuclear dá esse direito ao país. Ahmadinejad contra Israel Em amplo ataque contra Israel, Ahmadinejad disse que este Estado "artificial" não pode continuar a existir. O presidente iraniano está em uma campanha contra Israel. Em outubro de 2005, ele afirmou que o estado judeu deveria ser "apagado do mapa". Ele diz que a Europa deveria achar um território diferente para os israelenses, que não devem habitar a terra palestina. "Cerca de 60 anos passaram desde o fim da Segunda Guerra Mundial, por que as pessoas da Alemanha e da Palestina devem pagar agora por uma guerra que ocorreu em uma outra geração?" perguntou Ahmadinejad neste segunda. "Abram as porta (da Europa) e deixem os judeus voltarem a seus próprios países", concluiu o presidente.

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