Irã cria debate monossilábico

Candidatos reclamam de formato do encontro

O Estado de S.Paulo

01 Junho 2013 | 02h05

As discussões sobre o futuro do Irã ficaram em segundo plano no primeiro debate entre os candidatos à eleição presidencial no Irã. Realizado ontem, o encontro foi marcado por reclamações contra o próprio formato escolhido para a apresentação das propostas pelos oito postulantes à vaga hoje ocupada por Mahmoud Ahmadinejad. O debate foi organizado pela TV estatal.

As regras do primeiro bloco determinavam uma pergunta sorteada e 90 segundos para a resposta de cada candidato. Ao final da rodada, o ex-vice-presidente Mohamed Reza Aref começou o coro de reclamações, dizendo que o formato não dava tempo para uma discussão eficaz.

A controvérsia tomou conta do estúdio no início do segundo bloco. A estrutura do debate previa uma série de perguntas, dando aos candidatos apenas a opção de responder "sim", "não" ou "passo". Outras perguntas na mesma série seriam de múltipla escolha. "Esse estilo de debate está abaixo da dignidade dos oito candidatos e do país", reclamou Aref.

Hassan Rouhani, candidato e ex-negociador da questão nuclear iraniana, engrossou as críticas, dizendo que as questões de múltipla escolha eram um "insulto" aos eleitores.

Tentando acalmar os ânimos, o moderador lembrou aos candidatos que as regras do formato foram aprovadas pela legislação eleitoral. Mesmo assim, a maioria dos candidatos deixou de responder perguntas mais curtas, dizendo que estavam incompletas ou equivocadas.

Na série seguinte, a moderação apresentou aos candidatos fotos de cenas do cotidiano do país e pediu que falassem as primeiras coisas que viessem à cabeça.

Além das discussões sobre o formato do debate, os candidatos falaram sobre a situação econômica do país e sobre a necessidade de "reconciliação com o mundo". / AP

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