Irã critica comentários de Obama sobre ataques

O Irã criticou nesta terça-feira a posição do presidente dos EUA, Barack Obama, de manter a "ameaça" de uso de força militar como uma opção para responder às atividades nucleares do país islâmico.

AE, Agência Estado

17 de setembro de 2013 | 10h05

"É uma fonte de arrependimento, que ele ainda tenha de usar a linguagem da ameaça depois que pedimos que a substituísse por uma de respeito", disse a porta-voz do Ministério de Relações Exteriores iraniano, Marzieh Afkham, a repórteres.

Em uma declaração anterior, Afkham disse que era "injustificável" que a Casa Branca poderia "violar regras internacionais e a Carta da ONU para atender aos interesses dos lobbies, recorrendo à opção militar".

Na declaração, feita na mídia local, ela também denunciou os comentários de Obama de que o Irã não deve ver o recuo de uma ação contra a Síria como um sinal de que Washington não atacará o Irã.

"O governo Obama deve entender que o uso da linguagem de ameaças contra a República Islâmica do Irã não terá o menor efeito sobre a determinação do governo e da nação para defender seus direitos nucleares absolutos, particularmente sobre o enriquecimento de urânio", disse ela.

Em entrevista à ABC News no domingo, Obama disse que o resultado do acordo da Síria sobre seu arsenal de armas químicas ofereceu uma "lição" ao Irã sobre os benefícios da diplomacia, mas advertiu Teerã sobre seu programa nuclear.

Obama disse que a questão nuclear era "muito maior" para os EUA do que as armas químicas. "A ameaça contra... Israel, que o Irã representa, é muito mais próxima de nossos interesses centrais", disse ele, acrescentando que uma corrida armamentista nuclear na região seria "profundamente desestabilizadora". Fonte: Dow Jones Newswires.

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