Brendan Smialowski/AFP
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Irã cumpriu parte importante do acordo nuclear, diz Kerry

Navio com urânio pouco enriquecido deixou o país rumo à Rússia, segundo o secretário de Estado americano; Teerã e seis potências fecharam acordo nuclear em julho

O Estado de S. Paulo

28 de dezembro de 2015 | 19h48

(Atualizada às 23h07) WASHINGTON - Um navio com mais de 11 mil quilos de urânio pouco enriquecido deixou o Irã com destino à Rússia nesta segunda-feira, 28, um grande passo do governo iraniano para cumprir seus compromissos sob o acordo nuclear de 14 de julho com as grandes potências, disse o secretário de Estado americano, John Kerry.

"A transferência incluiu a remoção de todo o material nuclear do Irã enriquecido a 20%  que já não estava sob a forma de placas de combustível fabricados para o Reator de Pesquisas de Teerã", disse ele em comunicado.

"A remoção de todo esse material enriquecido para fora do Irã é um passo significativo para o Irã cumprir seu compromisso de ter não mais do que 300 quilos de urânio pouco enriquecido."

Mais tarde, um diplomata russo, em condição de anonimato, confirmou que o Irã cumpriu um requisito fundamental do acordo nuclear ao permitir que Moscou transfira a maioria de seu urânio enriquecido para a Rússia. 

Sob o que foi acertado, o Irã deve embarcar quase 9 toneladas de urânio de baixo enriquecimento que tem estocado, ficando com apenas 300 quilos do material. O urânio de baixo enriquecimento pode ser usado para geração de energia, mas também pode ser ainda mais enriquecido para armar ogivas nucleares. 

Sua remoção é uma obrigação aceita pelo Irã que tem como finalidade a redução da sua habilidade de desenvolver armas nucleares - algo que Teerã afirma não ter interesse. No acordo, o Irã também se compromete a reduzir o número de centrífugas que são usadas para enriquecer urânio. 

Em troca, a maioria das sanções impostas sobre Teerã pelos países ocidentais serão suspensas. Isso deve acontecer depois que a Agência Internacional de Energia Atômica da ONU confirmar que o Irã cumpriu as exigências do acordo. Espera-se que isso ocorra no próximo mês. / REUTERS e AP

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