Irã defende presença do Brasil em negociações sobre programa nuclear

Embaixador de Teerã em Brasília diz que Lula leva 'apoio e esperança' às conversas

Associated Press

13 de agosto de 2010 | 11h39

BRASÍLIA - O embaixador do Irã no Brasil, Mohsen Shaterzadeh, disse que Teerã quer o País e o presidente Lula participando de todas as negociações a respeito do programa nuclear iraniano.

 

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O embaixador ainda disse que seu país insiste que qualquer conversa a respeito do assunto seja baseada no acordo de troca de material nuclear firmado entre Irã, Brasil e Turquia em maio. O acordo foi rejeitado pelos EUA e por outras potências ocidentais.

 

Shaterzadeh disse à Agência Brasil que o Irã acredita que Lula leva "apoio e esperança" às nações em desenvolvimento que participam das discussões e que por isso a presença do líder brasileiro é fundamental.

 

O Brasil se opôs às sanções aprovadas pelo Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) junto da Turquia. Esses países fizeram lobby para convencer as potências Ocidentais a não adotar as medidas contra o programa nuclear do Irã, mas mesmo assim o órgão levou a decisão adiante.

 

Antes disso, Ancara, Brasília e Teerã firmaram um pacto de troca de material nuclear baseado em um acordo oferecido em outubro de 2009 pela Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA). O acordo, porém, foi rejeitado pelo Grupo de Viena - composto por Rússia, França, EUA e AEIA - e as sanções foram adotadas.

 

As medidas eram pretendidas pelas potências ocidentais pelos temores de que o programa nuclear do Irã tenha como objetivo a produção de armas nucleares. Teerã, porém, nega e diz que enriquece urânio apenas para fins pacíficos.

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