Irã denuncia novo ataque causado por vírus cibernético

O Irã foi atacado por um segundo vírus virtual, afirmou hoje um alto funcionário militar do país, insinuando que a ação faz parte de uma campanha planejada para prejudicar o contestado programa nuclear iraniano.

AE, Agência Estado

25 de abril de 2011 | 12h36

O chefe de uma unidade militar responsável por combater a sabotagem, Gholam Reza Jalali, afirmou que especialistas descobriram o "vírus de espionagem", batizado de "Stars". "O vírus Stars foi apresentado ao laboratório e ainda está sendo investigado", afirmou Jalali, em comunicado divulgado hoje no site de sua organização, paydarymelli.ir.

Jalili acrescentou que "não há conclusões finais" sobre o problema. O militar não informou que equipe ou instalações foram atacadas pelo vírus, nem quando ele foi detectado pela primeira vez. O vírus é o segundo a atacar o Irã nos últimos oito meses. No final do ano passado, um poderoso vírus chamado de Stuxnet prejudicou instalações nucleares do país e outros centros industriais.

Teerã reconheceu que o Stuxnet afetou um número limitado de centrífugas - componente crucial na produção de combustível nuclear - localizadas em sua principal central para produção de urânio enriquecido, na cidade de Natanz, no centro iraniano. Mas o governo disse que seus cientistas descobriram e neutralizaram o vírus, antes de ele causar um dano sério.

Jalali minimizou o impacto do Stars. Segundo ele, o vírus causou um problema menor em sua etapa inicial e pode ser confundido com arquivos executáveis de órgãos do governo. Jalili encabeça uma unidade chamada Defesa Passiva, cujo principal objetivo é combater sabotagens. A unidade foi criada por uma ordem do líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei.

O Irã já sofreu sanções internacionais por seu programa nuclear, mas Teerã recusa-se a abrir mão da iniciativa, afirmando ter apenas fins pacíficos, como a produção de energia. As informações são da Associated Press.

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