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Irã desmantela célula terrorista que planejava ataques a bombas na capital do país

Segundo relatório do Ministério da Inteligência iraniano, grupo anti-islâmico chamado takfirí ‘havia organizado uma série de atentados’

O Estado de S. Paulo

20 Junho 2016 | 10h05

TEERÃ - Os serviços secretos iranianos desmantelaram uma célula terrorista que planejava uma série de atentados com bombas em Teerã e outras províncias do país, informou nesta segunda-feira, 20, o Ministério de Inteligência do Irã em um relatório publicado em sua página oficial.

"O grupo anti-islâmico terrorista takfirí (radicais sunitas) havia organizado uma série de atentados em várias partes do país", indica o relatório.

"Os terroristas foram detidos e confiscou-se várias bombas preparadas e enormes quantidades de explosivos", diz a nota, que acrescenta que continuam as investigações e o interrogatório aos terroristas "dentro e fora do país".

Autoridades iranianas reiteraram com frequência que o extremismo sunita é a maior ameaça no Oriente Médio e pediu especialmente à Arábia Saudita que deixe de apoiar os terroristas.

Atentado. Ataques a tiros da Turquia e aéreos da coalizão que combate extremistas mataram 23 militantes do Estado Islâmico no norte da Síria, relatou a emissora Haberturk nesta segunda-feira. A rede relatou que um total de 33 ataques foram realizados contra soldados que possivelmente organizaram um ataque contra os turcos. Não foi detalhado quando a operação foi realizada.

A coalizão liderada pelos Estados Unidos intensificou ataques aéreos contra posições do Estado Islâmico nas últimas semanas, em resposta aos ataques de foguetes de militantes na cidade fronteiriça de Kilis.

A região fica na fronteira com o território controlado pelo jihadistas na Síria e foi atingida neste ano mais de 70 vezes por foguetes. Mais de 20 pessoas foram mortas e partes da cidade foram reduzidas a destroços.

A Turquia também intensificou suas operações, mas forças da segurança dizem que soldados com artilharia pesada estão parados na fronteira por dificuldade de atingir militantes, que muitas vezes atacam de veículos.

O país ainda luta contra uma insurgência curda no sudeste. O país disse repetidamente que precisa de mais ajuda de parceiros ocidentais para manter a segurança de áreas fronteiriças. /EFE e Reuters

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