Irã destruiria 35 bases dos EUA se atacado

General da Guarda Revolucionária iraniana afirma ter plano e capacidade para retaliar em poucos minutos qualquer ação militar contra o país

DUBAI , O Estado de S.Paulo

05 de julho de 2012 | 03h06

O general Amir Ali Hajizadeh, comandante da divisão aeroespacial da Guarda Revolucionária do Irã, disse ontem que o país tem planos para destruir 35 bases militares dos EUA no Oriente Médio, no Golfo Pérsico e na Ásia Central, caso seja atacado. Hajizadeh afirmou ainda que Teerã tem capacidade para atacar Israel em questão de minutos.

"Tomamos todas as medidas necessárias para destruir todas essas bases nos primeiros minutos de um possível ataque contra o Irã", declarou Hajizadeh à agência oficial Fars. "Essas bases estão ao alcance de nossos mísseis e as terras ocupadas (Israel) também são um bom alvo." Os governos de Israel e dos EUA não comentaram as ameaças.

Até o momento, os israelenses não descartaram a possibilidade de um eventual ataque ao Irã, caso a diplomacia e as sanções não convençam o país a abandonar seu programa nuclear. Os americanos também dizem que a ação militar é uma possibilidade, mas tentam impedir que Israel tome uma atitude isolada.

Hajizadeh disse que as manobras feitas nos últimos dias tinham o objetivo de destruir réplicas de bases dos EUA na região e o resultado foi satisfatório. A imprensa iraniana noticiou que os testes de dezenas de mísseis e aviões teleguiados teriam destruído sete destas bases simuladas. O Irã teria, segundo Hajizadeh, capacidade para destruir alvos em um raio de 2 mil quilômetros. Não ficou claro, no entanto, quais seriam os alvos e as bases na mira de Teerã.

As principais instalações militares dos EUA na região estão localizadas no Bahrein, no Catar, nos Emirados Árabes, no Kuwait e na Turquia. Além disso, Washington tem outras dez bases no Afeganistão e no Quirguistão, na Ásia Central. Analistas de defesa dizem que o Irã costuma exagerar as afirmações que faz a respeito do seu poderio militar. Os iranianos, segundo eles, não teriam como fazer frente aos sofisticados sistemas de defesa dos EUA.

O Irã subiu o tom de suas ameaças depois da entrada em vigor, no domingo, de um embargo da União Europeia contra o petróleo iraniano. As potências ocidentais suspeitam que o Irã esteja tentando desenvolver armas atômicas, mas Teerã nega. / REUTERS

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