Irã detém supostos espiões e agentes da Al-Qaeda

Irã anunciou que seus agentes detiveram dezenas de suspeitos de espionagem, inclusive pessoas que teriam repassado a outros países segredos nucleares, informou a IRNA, agência oficial de notícias do governo da República Islâmica. Ali Yunesi, ministro de Inteligência do Irã, não identificou os suspeitos detidos, mas comentou que membros do grupo armado oposicionista Mujahedin Khalq desempenharam importante papel nas atividades. Yunesi disse ainda que o Irã deteve um número não especificado de pessoas ligadas à rede extremista Al-Qaeda, liderada pelo milionário saudita no exílio Osama bin Laden. Tais suspeitos teriam a "intenção de promover ataques terroristas" dentro do Irã. Ele não disse quando os suspeitos foram detidos, nem entrou em detalhes. Yunesi acusou os Estados Unidos e alguns governos europeus de contratar membros de grupos ligados à Al-Qaeda e ajudá-los a se infiltrar no Irã para promover sabotagem e ações extremistas. Ele não identificou quais países europeus estariam envolvidos no suposto complô. "A América controla esses grupos", denunciou. "Nós temos documentos para sustentar essas acusações e os tornaremos públicos no momento adequado", publicou a IRNA, citando Yunesi.

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