Irã deve escolher entre bomba e existência, diz Yaalon

O vice-primeiro-ministro e ministro de Assuntos Estratégicos de Israel, Moshe Yaalon, disse nesta segunda-feira que o Irã deve ser forçado a enfrentar uma questão existencial sobre seu programa nuclear: a escolha entre produzir a bomba atômica ou a sobrevivência do país.

AE, Agência Estado

12 de dezembro de 2011 | 17h25

"Nós acreditamos que para interromper o projeto militar nuclear iraniano, o regime de Teerã deve enfrentar o dilema de ter a bomba ou sobreviver", declarou Yaalon aos jornalistas em Jerusalém.

Ele afirmou, porém, que cabe à comunidade internacional, e não a Israel, aplicar o que ele chamou de uma política "atingível".

"Nós preferimos que a comunidade internacional, liderada pelos Estados Unidos, traga à tona este dilema para convencer o regime a desistir de seu programa nuclear militar", disse ele, destacando a necessidade de isolamento político e sanções econômicas contra os setores petrolífero e bancário.

Israel e boa parte da comunidade internacional temem que o programa nuclear iraniano esconda o desenvolvimento de armas atômicas. Teerã nega ter esse tipo de ambição e diz que o programa tem como objetivo a produção de energia e o desenvolvimento de tratamentos médicos.

"Nossa política é muito clara, por um meio ou por outro, o projeto militar nuclear do Irã deve ser interrompido", disse Yaalon, indicando que "pode levar 12 meses, pode levar 24 meses" até que o Irã consiga atingir a capacidade de usar a energia nuclear para fins militares.

Yaalon, que é integrante do círculo interno do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, composto por oito ministros, também reiterou que a opção militar, embora esteja sobre a mesa, é um "último recurso".

Ele se negou a comentar o que estaria por trás da explosão numa base militar iraniana perto de Teerã no mês passado. Um graduado oficial de inteligência israelense disse que no local eram desenvolvidos mísseis terra-terra. As informações são da Dow Jones.

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