Irã deve fazer sua parte e cumprir as obrigações, diz Annan

O secretário-geral da ONU, Kofi Annan, defendeu nesta quinta-feira o direito do Irã "ao uso pacífico da energia nuclear", mas afirmou que Teerã deve fazer sua parte e cumprir todas as obrigações diante da comunidade internacional. "É correto que o Irã lembre ao mundo seus direitos, mas também deve lembrar suas obrigações", disse Annan em entrevista coletiva em Madri, onde, na sexta-feira e no sábado, presidirá o Conselho de Chefes Executivos das Nações Unidas. Junto com o presidente do Governo espanhol, José Luis Rodríguez Zapatero, Annan pediu respeito às decisões soberanas do Irã, mas insistiu na necessidade de que os países cumpram os compromissos adquiridos no Tratado de Não-Proliferação Nuclear (TNP) e dentro da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA). Apesar da escalada de tensão entre o Irã e os Estados Unidos por causa da política nuclear iraniana, o secretário-geral da ONU expressou certo otimismo diante do desenvolvimento dos eventos, e considerou que as conversas estão avançando por ambas as partes. Os países europeus e os iranianos concordaram em se reunir e dialogar", disse Annan, que defendeu que "a melhor solução será sempre o diálogo", e pediu ao governo iraniano que seja transparente neste tema para não ajudar em mais atritos. Segundo o secretário-geral da ONU, o Irã deve tranqüilizar a comunidade internacional e garantir que o uso (de seu programa de energia atômica) é estritamente pacifico e estará coberto pelo protocolo de inspeções da AIEA. "Acho que, com isso, o mundo ficaria satisfeito", concluiu Annan. Zapatero defendeu um acordo, no qual o Irã "deve respeitar as regras" e a comunidade internacional "deve contribuir para que não entremos em uma deriva da ordem internacional", e pediu confiança nos mecanismos da ONU para resolver a crise.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.