Irã: diálogo é solução "correta" para crise nuclear

O diretor da agência iraniana de energia atômica, Ali Lariyani, disse hoje que seu país considera que o diálogo é a solução "correta e aceitável" para resolver a polêmica criada por seu programa nuclear entre a comunidade internacional. O responsável iraniano acrescentou que seu país "respeita o Tratado de Não-Proliferação Nuclear e as normas da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), e desta forma prosseguimos nossos trabalhos sob a vigilância de seus inspetores"."Negociamos durante dois anos e meio com os três países europeus designados (Alemanha, Grã-Bretanha e França), e estava previsto que nos dessem garantias para que o povo iraniano dispusesse da tecnologia nuclear. O que ofereceram não foi isso", ressaltou.Lariyani lembrou que seu país enviou uma carta às três nações européias após retomar as atividades na central de enriquecimento de urânio de Isfahan, declarando estar disposto a retomar as conversas. Segundo o responsável iraniano, a rodada de contatos não trouxe resultados, apesar de o Irã ter dito anteriormente que debateria sobre "o impedimento do desvio dos materiais enriquecidos".Lariyani também afirmou que a República Islâmica não renunciará "aos direitos dos iranianos sob pressão"."Todos devem saber que por uma lei aprovada pelo Parlamento somos obrigados a suspender o cumprimento voluntário do protocolo adicional e a retomar as atividades em Arak (central química) se o caso do país for levado à ONU", declarou. O protocolo adicional prevê a realização de inspeções surpresas em instalações nucleares iranianas por membros AIEA.Além disso, segundo o funcionário iraniano, "quanto mais forte for o laço do Irã com a AIEA melhor os inspetores do órgão poderão fiscalizar as atividades (nucleares iranianas)".

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.