Irã diz que alertou autoridades australianas sobre sequestrador

Para chancelaria, atitude do suspeito que 'usou métodos desumanos e criou medo' no país 'sob o nome da religião' não era aceitável em qualquer circunstância

O Estado de S. Paulo

15 de dezembro de 2014 | 19h22

TEERÃ - O Ministério das Relações Exteriores do Irã afirmou nesta segunda-feira, 15, que seu país discutiu "em várias ocasiões" as condições psicológicas do suspeito que manteve reféns em um café em Sydney, identificado como o refugiado iraniano Man Haron Monis. O sequestro terminou com três mortos, incluindo o sequestrador.  

De acordo com a agência oficial iraniana Irna, o porta-voz da chancelaria Marziyeh Afkham afirmou que a atitude do suspeito que "usou métodos desumanos e criou medo" na Austrália "sob o nome da religião" não era aceitável em qualquer circunstância. Ele acrescentou que o ministério estava "surpreso" diante do fato e das "notícias imprecisas" sobre o refugiado iraniano.

Monis, que se autodenominou xeque, tinha várias acusações de agressão sexual, além de cumplicidade em um assassinato. Em 2012, ele foi considerado culpado de enviar cartas ofensivas e ameaçadoras a famílias de oito soldados australianos mortos no Afeganistão como protesto contra o envolvimento da Austrália no conflito, segundo jornais locais. 

Mais conteúdo sobre:
AustráliaIrãsequestroSydney

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.