Irã diz que desarmamento do Hezbollah é um "pedido ilógico"

O governo do Irã considerou "ilógico" o pedido para o desarmamento do Hezbollah, disse neste domingo o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Hamid-Reza Asefi. "Enquanto existir a ocupação, haverá resistência", afirmou em alusão ao Hezbollah, em declarações transmitidas pela televisão estatal.Asefi referia-se à resolução do Conselho de Segurança da ONU para um cessar-fogo no Líbano, classificada por ele como "uma decisão não equilibrada" que "chegou muito tarde".O porta-voz, cujo país é considerado junto com a Síria oprincipal colaborador do Hezbollah, declarou que, "de todos os modos, só o Líbano e seu povo devem decidir" sobre o futuro da milícia xiita.O funcionário também declarou que "o regime sionista (Israel) perdeu política, econômica e militarmente, ao passo que o Hezbollah foi o ganhador nesta crise". Asefi ressaltou ainda que Israel "não tinha avaliado bem acapacidade do Hezbollah". Por outro lado, as negociações sobre o programa nuclear iraniano "não entraram em um beco sem saída", já que "podem continuar se houver um terreno adequado".No dia 31 de julho, o Conselho de Segurança da ONU aprovou uma resolução que exige que o Irã suspenda seus programas nucleares antes de 31 de agosto, do contrário o país enfrentará a ameaça de sanções.O governo iraniano frisa que seu programa nuclear tem fins pacíficos e assegura que responderá no dia 22 à oferta européia de incentivos em troca da suspensão de suas atividades atômicas.

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