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Irã diz que espera medidas concretas dos EUA

Porta-voz do governo iraniano diz que Obama tem de demonstrar real vontade de mudança

Reuters, AP e AFP, Teerã, O Estadao de S.Paulo

28 de janeiro de 2009 | 00h00

O Irã pediu ontem ao novo governo americano "medidas concretas" que demonstrem sua real vontade de mudança, referindo-se ao interesse de diálogo demonstrado ontem pelo presidente dos EUA, Barack Obama. "Em várias ocasiões, nosso presidente (Mahmud Ahmadinejad) definiu qual é a posição do Irã e destacou a necessidade de uma mudança política dos EUA. Agora esperamos medidas concretas da Casa Branca", disse o porta-voz do governo iraniano, Gholam-Hossein Elham, à agência Isna. ELOGIOSA Arábia Saudita recebeu com entusiasmo a entrevista concedida ontem por Obama. O chanceler saudita, príncipe Saud al-Faisal, elogiou Obama por "seu desejo de ter um relacionamento forte e proveitoso com o mundo árabe" e disse que sua posição representa uma "evolução positiva" na política americana para o Oriente Médio. "Os Estados árabes não têm qualquer reserva quanto a um diálogo frutífero com o governo americano", disse o chanceler saudita. Em declaração à rede de TV Al-Jazira, Ahmed Youssef, um dos líderes do Hamas, elogiou o presidente americano. "Nos últimos dias, temos visto e ouvido muitas declarações de Obama, algumas muito positivas", disse Youssef. "Acho que há algumas coisas positivas que temos de levar em consideração. A escolha de (George )Mitchell como enviado foi uma delas."Hady Amr, diretor do Centro Brookings de Doha, no Catar, descreveu como "fantástica" a decisão de Obama em dar sua primeira entrevista como presidente para um canal de TV árabe. "O presidente deixou bem claro que uma de suas prioridades será restabelecer as relações com o mundo muçulmano", disse. "Se esse realmente é seu objetivo, acho que ele está acertando em cheio."George Jabour, analista político sírio, também foi otimista ao descrever a entrevista de Obama e a indicação de Mitchell como enviado à região. "Isso passa uma ideia bem clara de que ele tem interesse genuíno em resolver o conflito árabe-israelense."A entrevista de Obama foi transmitida também para o Paquistão, onde teve boa repercussão, principalmente no meio acadêmico.

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