Irã diz que extremistas querem destruir civilização

O presidente do Irã, Hassan Rouhani, alertou os líderes mundiais na Assembleia Geral das Nações Unidas nesta quinta-feira que a meta de extremistas criando caos no Oriente Médio é destruição a civilização e aumentar a "islamofobia" (preconceito contra muçulmanos e contra o Islamismo). Rouhani afirmou que terroristas islâmicos querem criar "um terreno fértil para futuras intervenções de forças estrangeiras na nossa região".

Estadão Conteúdo

25 de setembro de 2014 | 13h29

Segundo Rouhani, muitas partes do Oriente Médio "estão queimando sob o fogo do extremismo e do radicalismo". Ele expressou profundo pesar de que o terrorismo tenha se tornado globalizado e questionou se o mundo está unido contra a ameaça apresentada pelos extremistas. O terrorismo agora é agora uma ameaça "de Nova York a Mossul, de Damasco a Bagdá, de partes do extremo Oriente ao extremo Ocidente do mundo, da Al-Qaeda ao Estado Islâmico", afirmou o líder iraniano.

O presidente iraniano disse que todos os países que apoiam terroristas devem se desculpar, não apenas "à geração passada, mas à próxima geração". Ele afirmou que extremistas vão de todo o mundo para o Oriente Médio com a ideologia única de "violência e extremismo".

O presidente iraniano discursou enquanto negociações sobre a questão nuclear acontecem simultaneamente entre representantes dos seis principais países (EUA, Rússia, China, Reino Unido, França e Alemanha) no encontro de líderes mundiais.

Durante o discurso, Rouhani afirmou que um acordo nuclear é possível antes do prazo de novembro, caso o Ocidente queira negociar e mostrar flexibilidade. O presidente iraniano disse que um acordo poderia criar um novo momento para cooperação na região e internacionalmente, incluindo o combate à violência e ao extremismo.

As negociações estão estagnadas há meses devido a oposição do Irã em reduzir rapidamente a produção em centrífugas que podem enriquecer urânio a níveis necessários para serem usado em reatores de combustíveis ou na produção de ogivas nucleares. O Irã alega que seu programa nuclear tem apenas propósitos pacíficos, mas a Organização das Nações Unidas (ONU) teme que ele possa ser usado para fabricar bombas. O Irã afirma que qualquer acordo deve colocar um fim nas sanções impostos à economia iraniana.

Rouhani declarou à Assembleia Geral da ONU que o Irã está determinado a continuar sua abordagem de construção de confiança e transparências nas negociações nucleares. Ele também afirmou que seria uma "oportunidade histórica" para o Ocidente mostrar que não discrimina regras internacionais que permitem que o Irã tenha programas nucleares pacíficos para produzir energia. Fonte: Associated Press.

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