Irã diz que não discute direito de fazer combustível atômico

O Irã disse neste domingo, 8, que não vai discutir seu "óbvio direito" de dominar o ciclo de combustível nuclear, mas que está aberto a conversas que possam garantir ao Ocidente que seus planos atômicos não têm o objetivo de produzir bombas.O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Mohammad Ali Hosseini, também afirmou em entrevista à imprensa semanal que o Exército da República Islâmica está "totalmente preparado para defender o país e que o Irã está totalmente preparado para qualquer possível ataque militar".Os Estados Unidos, que acreditam que o Irã está tentando construir uma bomba atômica, disse que quer uma solução diplomática para acabar com o impasse sobre as ambições nucleares de Teerã, mas não descartou nenhuma ação militar se isso não der certo.Hosseini afirmou que o negociador chefe do Irã na questão, Ali Larijani, e o chefe de política exterior da União Européia, Javier Solana, estiveram em contato para tentar resolver a disputa, que levou a Organização das Nações Unidas a duas rodadas de sanções ao Irã.Mas ele acredita que o Irã não vai discutir o que o Teerã chama de seu direito sob tratado internacional de enriquecer urânio, processo que pode ser usado para fazer combustível para usinas de energia, ou material para ogivas se enriquecido a um nível maior."As discussões deveriam ter um objetivo e o direito óbvio do Irã não será discutido. Queremos negociações sem pré-condições para remover ambiguidades e garantir às outras partes que não haverá desvios (para usos militares)", disse Hosseini.A Agência Internacional de Energia Atômica diz que ainda há falhas em seu conhecimento sobre os planos atômicos do Irã, que precisam ser resolvidos antes que a entidade possa confirmar que os planos são pacífico.

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