Iranian Presidency via AFP
Iranian Presidency via AFP

Irã diz que negociações sobre acordo nuclear em Viena abriram 'novo capítulo'

Reuniões tentam salvar acordo sobre programa nuclear, enfraquecido desde que os EUA o abandonaram unilateralmente em 2018

Redação, O Estado de S.Paulo

07 de abril de 2021 | 22h39

TEERÃ - O presidente do Irã, Hassan Rouhani, declarou nesta quarta-feira, 7, que "um novo capítulo" foi aberto a partir das negociações em Viena entre Teerã e a comunidade internacional para tentar salvar o acordo sobre o programa nuclear iraniano, enfraquecido desde que os Estados Unidos o abandonaram unilateralmente, em 2018.

O propósito das conversas, iniciadas na terça-feira, 6, na capital da Áustria, é encontrar uma forma de os Estados Unidos voltarem ao acordo e o Irã voltar a aplicar o que determina o texto. Teerã rejeita um encontro direto com os americanos, motivo pelo qual as negociações são realizadas entre os países que se mantiveram no acordo (Irã e o 4 +1 - China, França, Grã-Bretanha, Rússia e Alemanha) e a União Europeia, intermediária. Os Estados Unidos negociam separadamente com os europeus.

"Um novo capítulo acabou de ser aberto ontem", afirmou Rouhani durante discurso no Conselho de Ministros. "Se Washington mostrar seriedade e honestidade - e isso é tudo o que pedimos - acredito que poderemos negociar em pouco tempo, se for necessário, com as outras partes do acordo", indicou o presidente iraniano, para quem "os Estados Unidos podem honrar suas obrigações sem negociar".

Washington considera as negociações em Viena "um fórum construtivo", declarou hoje o porta-voz do Departamento de Estado americano, Ned Price. "Até o momento, as negociações são profissionais e estão produzindo o que esperávamos", indicou. "Elas nos proporcionam um entendimento melhor do que o Irã pensa, e acreditamos que Teerã concluirá essa sessão de negociações com uma compreensão melhor do que podemos estar preparados para fazer."

Dois grupos de especialistas  - um sobre sanções e o outro sobre o programa nuclear - começaram ontem a trabalhar em medidas concretas. O processo pode levar "15 dias, um mês, não sabemos", disse um diplomata europeu à Agência France-Presse. /AFP

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