Irã diz que produziu mais de 17kg de urânio enriquecido

O chefe do programa atômico do Irã, Ali Akbar Salehi, disse hoje que Teerã já produziu mais de 17 quilos de urânio enriquecido a 20%. As potências querem que o país pare de enriquecer urânio, um processo que pode ser usado tanto para fins pacíficos como para a produção de armas. "Nós até agora produzimos mais de 17 quilos de urânio enriquecido a 20% e podemos potencialmente produzir cinco quilos por mês", afirmou Salehi, em entrevista à agência Isna.

AE, Agência Estado

23 de junho de 2010 | 10h23

As potências lideradas pelos Estados Unidos querem que o Irã suspenda suas atividades de enriquecimento de urânio, temendo que o país busque secretamente armas nucleares. Teerã alega ter apenas fins pacíficos.

O urânio enriquecido pode ser usado como combustível para reatores de energia nuclear, bem como para produzir o material físsil para uma bomba atômica. Para a fabricação de bombas, porém, o urânio precisa ser enriquecido a mais de 90%. O Irã começou a produzir urânio enriquecido a 20% em fevereiro, após uma ordem do presidente Mahmoud Ahmadinejad.

Salehi disse que o país "não estava apressado" para produzir urânio enriquecido a 20%, mesmo que possa processar cinco quilos desse material por mês. A intenção, segundo ele, é usar o produto para abastecer um reator de pesquisas em Teerã.

Em 9 de junho, o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) aprovou uma quarta rodada de sanções, pela recusa do Irã a interromper o enriquecimento de urânio. Hoje, o líder supremo iraniano, aiatolá Ali Khamenei, qualificou as novas sanções como "atos confusos".

Segundo Khamenei, a adoção da resolução e o "irrealista exagero das sanções", acompanhadas de "ameaças militares" são indicações da arrogância das potências com o Irã. As informações são da Dow Jones.

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